Autora: Professora Deoclides Pereira de Carvalho
Justificativa
Os
estudos sobre o bullying aqui no Brasil começaram na década de 2000. Em
outros países os estudos começaram na década de 70. É um fenômeno
mundial. O que antes era interpretado como brincadeiras próprias da
idade, hoje já se sabe que são atos repetitivos intencionais e que na
maioria dos casos suas vítimas levam essas consequencias pelo resto de
suas vidas. Preocupada com esta prática, e percebendo que em minha sala
de aula de 3º ano do Ensino Fundamental de 9 anos, estava acontecendo a
situação de bullying com uma criança que está acima do peso e ainda
passa por problemas na família., resolvi escrever este projeto, para
trabalhar especificamente ações que prejudicam o outro de forma
intencional.
A
criança mencionada estava demonstrando comportamento solitário, em
sala e no recreio, e não tendo vontade mais de freqüentar a escola.
Fizemos uma retrospectiva do nosso trabalho e não detectamos motivo que
envolvesse relação professora X aluno . A mãe da criança, como conhece o
nosso trabalho, nos procurou isoladamente para comunicar o fato. A
direção foi informada do que estava acontecendo e por decisão própria
resolvi trabalhar o bullying, por identificar após uma diagnose com a
família. Será desenvolvido todos os dias durante um mês com atividades
diferenciadas e após esse período o trabalho continuará sempre que for
necessário.
Quando
iniciamos o trabalho, percebemos que mais crianças estavam passando por
outras situações de bullying, outras já haviam sido vítimas no passado.
Esse foi o gás que precisávamos para realizar o projeto com mais
aprofundamento no tema. Nossas crianças precisam sentir alegria e prazer
para ir à escola e ter a certeza que alguém se importa com elas e está
preocupada com a situação que vivenciam.
Objetivos
Ø Resgatar o prazer, destas crianças vítimas de bullying, de freqüentarem a escola;
Dar segurança aos alunos para não se sentirem desamparados dentro do ambiente escolar;
Ø Extinguir ações violentas no contexto escolar.
Estratégias
1- O conteúdo será estudado com vídeos e discussões sobre o assunto;
2- Pequenas produções de textos;
3- Construção de mini cartazes "Está proibido"
4- Estudo de um texto e conversas sobre o tema;
5- Estudo de Literatura semanal sobre preconceitos;
6- Produção de Mural
Aula 01
Incentivação
1- Assistir aos vídeos sobre Bullyng –
a- o martelo e a pedra - http://www.youtube.com/watch?v=_Lci-VFUcO4
b- Você sabe o que é Bullyng? http://www.youtube.com/watch?v=aIjRTYa7UK0&playnext=1&list=PL4754F24E20D1BC1C
2- Discutir os vídeos com as crianças e deixarem expressar-se sobre o que viram;
3- Formular o conceito de Bullyng.
Bullyng
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Como ocorre?
Com um conjunto de atitudes agressivas.
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Tipos de agressões
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Físicas:
agressão ao corpo, batendo, empurrando, colocando o pé para o outro
cair, beliscões, tapas na cabeça, murros, pontapés, etc.
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Psicológicas: através de zoações com apelidos pejorativos, difamações, ameaças, perseguições, exclusões.
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Características: atos agressivos, intencionais e repetitivos, que ocorrem sem motivação evidente em desigualdade de poder.
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Onde pode acontecer?
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Em qualquer ambiente onde haja interação de pessoas. E até mesmo na internet, o ciberbullying.
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Aula 02
Recortar
as gravuras e colar na ordem no caderno, uma abaixo da outra e
escrever o que você observa em cada uma destas imagens.
Aula 03
Atividade 01
Cada criança deverá sugerir uma ação da qual não se deve fazer por ser
característica de Bullyng. O professor lista no quadro. Dentro das placas de "Está proibido"
(imagem abaixo) a criança deverá escrever a sua ação sugerida ao meio e
mais 02 ações sugeridas por outro colega, ao lado, mas dentro da placa
(daquelas listadas no quadro. O professor deve guardar esta atividade,
pois ao final do projeto , essas plaquinhas serão a moldura do painel.
( Palavras que minha turma listou: bater, enforcar, xingar, brigar, chutar, beliscar, esmurrar, humilhar, derrubar, colocar o pé para que o outro caia, dar rasteira, morder, empurrar, ser violento, espancar, jogar papel no colega, puxar cabelo, agredir, bater na cabeça do colega, apelidar, pisar no pé, cuspir, fofocar, riscar o outro, difamar por e-mail, difamar por sms, tirar foto, editar para postar na net)
( Palavras que minha turma listou: bater, enforcar, xingar, brigar, chutar, beliscar, esmurrar, humilhar, derrubar, colocar o pé para que o outro caia, dar rasteira, morder, empurrar, ser violento, espancar, jogar papel no colega, puxar cabelo, agredir, bater na cabeça do colega, apelidar, pisar no pé, cuspir, fofocar, riscar o outro, difamar por e-mail, difamar por sms, tirar foto, editar para postar na net)
Atividade 02
Escrever no caderno " Eu não devo praticar o Bullyng" e em seguida Desenhar no caderno uma placa de "Está proibido" bem grande e listar todas as ações descritas no quadro dentro da placa. Professor fique atento: às vezes a criança acaba colocando ali o que ela sofre na escola ou em casa.
Escrever no caderno " Eu não devo praticar o Bullyng" e em seguida Desenhar no caderno uma placa de "Está proibido" bem grande e listar todas as ações descritas no quadro dentro da placa. Professor fique atento: às vezes a criança acaba colocando ali o que ela sofre na escola ou em casa.
Aula 04
Atividade 01
O
professor retoma o assunto sobre Bullying fazendo uma recapitulação do
que já foi discutido e propõe à classe que expresse sua opinião dentro
dos cartõezinhos, dizendo porque não pratica Bullyng. (Guardar para
colar no mural).
Aula 05
Atividade 01- Leitura e reflexão sobre o texto Bullyng Escolar: O Outro Lado da Escola
Bullyng Escolar: O Outro Lado da Escola
É
comum encontrar entre os adultos uma quantidade considerável que tráz
consigo as marcas dos traumas que adquiriram nos bancos escolares. São
seqüelas que se evidenciam pelos prejuízos em aspectos essenciais à
realização na vida, como dificuldades de lidar com perdas, relações
afetivas, familiares e sociais, ou no desempenho profissional. Essas
pessoas foram submetidas às diversas formas de maus-tratos psicológicos,
verbais, físicos, morais, sexuais e materiais, através de zoações,
apelidos pejorativos, difamações, ameaças, perseguições, exclusões.
Brincadeiras próprias da idade? Não. Esses atos agressivos, intencionais
e repetitivos, que ocorrem sem motivação evidente, em desigualdade de
poder, caracterizam o bullying escolar.
O
bullying tem sido ao longo do tempo, motivo de traumas e sofrimentos
para muitos, sendo ignorado pela maioria das pessoas, por acreditar
tratar-se de "brincadeiras próprias da idade" ou ser necessário ao
amadurecimento do indivíduo, sem, contudo, considerar os danos causados
aos envolvidos.
Os
estudos sobre o bullying escolar tiveram início na Suécia, na década de
70 e na Noruega, na década de 80. Aos poucos, vem se intensificando nas
escolas dos mais diversos países, sendo possível quantificá-lo em
índices que variam de 5% a 35% de envolvimento. No Brasil, os estudos
são recentes, motivo pelo qual a maioria dos brasileiros desconhece o
tema, sua gravidade e abrangência. Pesquisas realizadas na região de São
José do Rio Preto, interior paulista, (FANTE, 2000/03) e no município
do Rio de Janeiro, (ABRAPIA, 2002), com o intuito de reconhecer a
incidência bullying, revelaram que, em média, 45% dos estudantes de
escolas públicas e privadas, estão envolvidos no fenômeno. Estudos
desenvolvidos pelo Instituto SM para a Educação, em cinco países
(Espanha, Argentina, México, Chile, Brasil), evidenciaram que o Brasil
se tornou campeão em bullying.
Sem
termo equivalente na língua portuguesa, que expresse sua abrangência e
formas de ataques, o tema desperta crescente interesse e preocupação
entre os pais e profissionais das áreas de educação, saúde e segurança
pública, devido aos prejuízos emocionais causados e por seu poder
propagador capaz de envolver crianças nos primeiros anos de
escolaridade.
O
comportamento bullying pode ser identificado em qualquer faixa etária e
nível de escolaridade. Entre três e quatro anos, podemos perceber tanto
o comportamento abusivo, manipulador, dominador, quanto o passivo,
submisso e indefeso. Porém, a maior incidência está entre os alunos de
3ª a 8ª séries, período em que, progressivamente, os papéis dos
protagonistas se definem com maior clareza.
Estudos
demonstraram que a média de idade de maior incidência entre os
agressores, situa-se na casa dos 13 a 14 anos, enquanto que as vítimas
possuem em média, 11 anos. Fato que vem a comprovar que os papéis dos
protagonistas e as formas de maus-tratos empregadas se intensificam,
conforme aumenta o grau de escolaridade.
Entre os adolescentes, uma prática que se torna comum, a cada dia, são os ataques virtuais, denominado de cyberbullying. É caracterizado pelo uso de ferramentas das modernas tecnologias de comunicação e de informação, principalmente através de celulares e da internet. Fofocas, difamações, fotografias montadas e divulgadas em sites e no orkut, seguidas de comentários racistas e sexistas, e-mails ameaçadores, uma verdadeira rede de intrigas, que envolve alunos e professores.
Entre os adolescentes, uma prática que se torna comum, a cada dia, são os ataques virtuais, denominado de cyberbullying. É caracterizado pelo uso de ferramentas das modernas tecnologias de comunicação e de informação, principalmente através de celulares e da internet. Fofocas, difamações, fotografias montadas e divulgadas em sites e no orkut, seguidas de comentários racistas e sexistas, e-mails ameaçadores, uma verdadeira rede de intrigas, que envolve alunos e professores.
Geralmente,
os ataques são produzidos por um grupo de agressores, reduzindo as
possibilidades de defesa das vítimas. As estratégias de ataques,
normalmente, são ardilosas e sutis, expondo as vítimas ao medo, à
humilhação e ao constrangimento público. Os agressores se valem de sua
força física ou psicológica, além da sua popularidade para dominar,
subjugar e colocar sob pressão, o "bode expiatório". Entretanto,
torna-se evidente entre eles a insegurança, a necessidade de chamar a
atenção para si, de pertencer a um grupo, de dominar, associado à
inabilidade de expressar seus sentimentos e emoções. Por isso, a escolha
das vítimas, privilegia aquelas que não dispõe de habilidades de
defesa.
Com
o tempo, as vítimas se sentem solitárias, incompreendidas e excluídas
de um contexto que prima pela inclusão de todos. As conseqüências do
bullying incidem no processo de socialização e de aprendizagem, bem como
na saúde física e emocional, especialmente das vítimas, que se isolam
dos demais, carregando consigo uma série de sentimentos negativos que
comprometem a estruturação da personalidade e da auto-estima, além da
incerteza de estarem em um ambiente educativo seguro, onde possam se
desenvolver plenamente. Em casos extremos, algumas vítimas executam seus
planos de vingança, seguidos de suicídio.
Nos
Estados Unidos, pelo menos 37 tiroteios ocorridos em escolas foram
atribuídos ao bullying. O massacre de Columbine é um exemplo de como a
vítima pode se transformar em agressor. Na pacata cidade de Taiuva (SP),
após anos de ridicularizações, um jovem entra armado na escola, atira
contra 50 estudantes e dá cabo à existência. Em Remanso (BA), um
adolescente mata seu agressor principal, um garoto de 13 anos e a
secretária do curso de informática.. Em Petrolina (PE), uma adolescente e
seu colega asfixiam uma garota de 13 anos, por ser alvo de apelidos
pejorativos.
O
bullying é um fenômeno psicossocial expansivo, por isso considerado
epidêmico, comprometedor do pleno desenvolvimento do indivíduo, por suas
conseqüências psicológicas, emocionais, sociais e cognitivas, que se
estendem para além do período acadêmico.
Dentre
as causas desse tipo de comportamento podemos citar os modelos
educativos introjetados na primeira infância. O tipo de experiência
vivenciada pela criança no ambiente familiar, poderá predispô-la a
tornar-se uma protagonista do fenômeno. Para o seu pleno desenvolvimento
a criança necessita sentir-se amada, valorizada, aceita, incentivada à
auto-expressão e ao diálogo, principalmente na adolescência, porém a
noção de limites precisa ser estabelecida com firmeza e com coerência.
No
entanto, quando no ambiente familiar há o predomínio de superproteção,
modelo que inibe o desenvolvimento da capacidade de autonomia, de tomada
de decisões, de exploração do ambiente e de defesa; ou o
perfeccionismo, com alto nível de exigências e cobranças, mais do que
elogios; ou a ambivalência, onde constantemente ocorre oscilação do
humor, gerando muita insegurança pessoal; ou autoritarismo, com práticas
educativas que se valem de agressões verbais, morais, psicológicas ou
físicas; esses ingredientes psíquicos isolados ou somados, favorecem o
envolvimento da criança em comportamentos bullying logo no início de sua
experiência de socialização educacional.
São
cinco os papéis que caracterizam este fenômeno: vítimas típicas,
vítimas provocadoras, vítimas agressoras, agressores e espectadores.
Algumas constatações entre os envolvidos: é comum que quem sofreu alguma
das formas de ataque reproduza os maus-tratos sofridos; os tipos de
conseqüências são abrangentes, de acordo com as características de cada
indivíduo e das características psicodinâmicas de sua família; as
vítimas encontram dificuldade de buscar ajuda e quando buscam sentem
dificuldade de serem compreendidas, além do temor em relação à resposta
dos pais, ou de que a sua denúncia agrave ainda mais o seu problema.
Dessa
forma, estamos diante de um grande desafio. As dimensões identificadas
do problema, nos remetem a olharmos para a lacuna que se evidencia na
convivência familiar e escolar, pois é notório entre os alunos a
carência afetiva e a ausência de modelos humanistas que lhes sirvam de
referencial. Por isso, é necessário que as instituições de ensino
invistam em conscientizar seus profissionais, pais e alunos sobre a
relevância desse tema e desenvolvam estratégias preventivas, em
parcerias com os diversos segmentos sociais, visando educar para a paz. E
que a prática da solidariedade, cooperação, tolerância, empatia,
respeito às diferenças e compaixão caracterizem a atitude de amor das
instituições de ensino e da família, em busca da construção da paz.
Cleo
Fante. Graduada em História e Pedagogia. Pós-graduada em Didática do
Ensino Superior. Doutoranda em Ciências da Educação. Pesquisadora
pioneira no Brasil, sobre o Bullying Escolar. Autora do livro Fenômeno
Bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para paz (Verus
Editora). Autora do programa antibullying "Educar para a Paz". Diretora
Geral do Cemeobes (Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientação
sobre o Bullying Escolar). Conferencista.
Texto retirado do site http://www.udemo.org.br/RevistaPP_04_06Bullyng.htm
Aula 06
Atividades Escritas
Ordem alfabética e produção de frases.
Aula 07 (trabalhar durante a semana)
Atividade 01
Livro : Não me chame de gorducha, Editora Ática, Autora Bárbara Philips
Leitura pelo professor e reconto escrito pelos alunos.
Atividade 02
No outro dia recordar a história com a classe e voltar a questão das zoações e dos apelidos e questionar se eles recebessem um apelido que não gostassem o que fariam? Conscientizá-los que estas questões tem que ser falada com seus pais, para que estes converssem com a direção e professor. Nunca tentar resolver com violência.
Atividade 02
No outro dia recordar a história com a classe e voltar a questão das zoações e dos apelidos e questionar se eles recebessem um apelido que não gostassem o que fariam? Conscientizá-los que estas questões tem que ser falada com seus pais, para que estes converssem com a direção e professor. Nunca tentar resolver com violência.
Aula 08- (trabalhar durante a semana)
Atividade 01
Livro: Lúcia já vou indo, Editora Ática, Autora Maria Heloísa Penteado.
Atividade 01 - Leitura pelo professor e reconto oral
Atividade 02 - Registro do recontro coletivamente
Aula 09- (trabalhar durante a semana)
Livro: Samira debocha do novo aluno, Editora Ática, Autora Christian Lamblin
Atividade 01 - Leitura do livro e discussão oral do conteúdo
Atividade 02 - Ilustração em grupo, utilizando papel pardo.
Atividade 01
Livro: Lúcia já vou indo, Editora Ática, Autora Maria Heloísa Penteado.
Atividade 01 - Leitura pelo professor e reconto oral
Atividade 02 - Registro do recontro coletivamente
Aula 09- (trabalhar durante a semana)
Livro: Samira debocha do novo aluno, Editora Ática, Autora Christian Lamblin
Atividade 01 - Leitura do livro e discussão oral do conteúdo
Atividade 02 - Ilustração em grupo, utilizando papel pardo.
Aula 10
Atividade 01 - Leitura do livro Rufina-
Atividade 02 - Contar e dramatizar a história com a classe.
Aula 11
Atividade 01- Montagem do Painel – Esboço
Aula 12
Atividade 01 - Avaliação do Projeto com as crianças
Atividade 01 - Avaliação do Projeto com as crianças
O
professor disponibiliza uma folha de papel pardo onde todos vão poder
escrever uma palavra ou frase que simbolize sua avaliação quanto ao
projeto desenvolvido e deixar sua assinatura.
BIBLIOGRAFIA:
http://queroensinar.blogspot.com.br/p/projetos.html










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